Manejo da Dor Crônica
Curso de Qualificação em Atenção Primária sobre Manejo da Dor Crônica e Síndromes dolorosas tem como objetivo qualificar 1000 profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde, na modalidade aperfeiçoamento, a fim de aportar mais conhecimento, habilidades e atitude em cuidado interdisciplinar para cuidar de pessoas que apresentam Dor Crônica (DC) ou Síndromes Dolorosas que causam sofrimento de ordem física, emocional, social e espiritual. Neste contexto, existe a necessidade de aprimorar e qualificar as estratégias para o reconhecimento, avaliação e tratamento (farmacológico e não farmacológico) para indivíduos que sofrem de DC ou Síndromes Dolorosas. O curso ocorrerá com atividades à distância e presenciais, com uma duração de 12 (doze) meses contando com uma carga horária de 180 horas.
Projeto de formação em desenvolvimento (2024 – 2026)
Mais informações, em breve!
Resumo
O projeto terá como principal objetivo realizar a qualificação de 1000 profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde, na modalidade aperfeiçoamento, a fim de aportar mais conhecimento, habilidades e atitude sem cuidado interdisciplinar para cuidar de pessoas que apresentam Dor Crônica (DC)ou Síndromes Dolorosas que causam sofrimento de ordem física, emocional, social e espiritual. Neste contexto, existe a necessidade de aprimorar e qualificar as estratégias para o reconhecimento, avaliação e tratamento (farmacológico e não farmacológico)para indivíduos que sofrem de DC ou Síndromes Dolorosas. O curso ocorrerá com atividades à distância e presenciais, com uma duração de 12 (doze) meses contando com uma carga horária de 180 horas.
Órgão ou entidade integrante dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União – Instituição Proponente – Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Coordenador(a) geral do Projeto – Julieta Carriconde Fripp
Área técnica/finalística do Ministério da Saúde (MS) – Secretaria de Atenção Primária em Saúde (SAPS).
Contextualização do projeto
O projeto possui grande relevância para o cuidado em saúde na APS e SUS. Considerando que será priorizada a formação de profissionais inseridos diretamente no acolhimento de demandas relacionadas ao sintoma de Dor e Síndromes Dolorosas mais frequentemente atendidas na APS, incluindo artropatias, cefaleias, lombalgia, dor relacionada ao câncer, fibromialgia entre outras. A qualificação prevista no projeto permitirá englobar perspectivas amplas de cuidado a fim de minimizar o sofrimento relacionado a Dor (aguda e crônica), incluindo também seus aspecto emocionais, sociais e espirituais. A metodologia do curso prevê atingir profissionais de várias regiões do país e dos mais variados locais de atuação na APS. Os conteúdos disponibilizados na plataforma online serão abrangentes e focados nas necessidades vividas no território e cuidados aos usuários. Além de conhecimento teórico com ampla literatura e material para estudos, os sujeitos, ao aderirem ao curso terão oportunidade de desenvolver estratégias de cuidado a partir de casos clínicos e também vídeos disparadores que apontam para estratégias interdisciplinares de cuidado, bem como manejo farmacológico e não farmacológico baseado em conhecimento cientifico e boas práticas, com vistas ao desenvolvimento de habilidades para alivio da Dor Total e do sofrimento, resultando em maior qualidade de vida dos usuários nas suas comunidades.
Também será realizado um diagnóstico situacional e pré-teste aos participantes do curso, com vistas a conhecer a realidade do local de atuação profissional e o conhecimento prévio sobre diagnóstico e manejo da DC e principais Síndromes Dolorosas. Isso permitirá ao longo do curso monitorar a evolução e crescimento potencial dos profissionais em campo prático. Ao final da formação será realizado novo diagnóstico situacional e nova avaliação de conhecimentos relacionados ao tema.
Justificativa e motivação para celebração do instrumento
Dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou que lembra a sensação causada por uma lesão tecidual real ou potencial(1). O conceito da dor é construído por cada indivíduo, influenciado por fatores biopsicossociais e com base em experiências dolorosas. Quanto à duração, pode ser classificada em aguda e crônica, sendo a DC aquela que persiste após três meses além do tempo habitual de cura de uma lesão, ou que está associada a processos patológicos crônicos, que causam dor contínua ou recorrente(2). A sintomatologia da dor (aguda ou crônica) deve ser acolhida e valorizada pelos profissionais de saúde em geral, independentemente da capacidade do indivíduo de se comunicar verbalmente, e em diferentes cenários assistenciais. Grande parte dos usuários que apresentam dor crônica, em geral, procuram atendimento e atenção na APS, incluindo dor leve, moderada e intensa de diversas causas e temporalidade, que podem ocasionar impacto e redução progressiva nas atividades de vida diária, limitação dos contatos sociais, influenciando negativamente na qualidade de vida (3). A DC mal manejada resulta em prejuízos para saúde, para o sistema de saúde em termos de alta utilização de serviços de saúde e elevados custos de tratamento, e para sociedade como um todo, pois resulta em incapacidade temporária ou permanente e alto índice de absenteísmos (4, 5). No Brasil, os dados disponíveis sobre a prevalência de dor crônica mostram que até 45% da população sofre com dor crônica, sendo predominante em mulheres e na região lombar (6).
Apesar do crescente reconhecimento da DC como uma crise de saúde pública, há ainda uma grande variabilidade no seu manejo e os profissionais de saúde, especialmente os da atenção primária, ainda carecem de educação e treinamento sobre sua abordagem eficaz (7, 8). Isso repercute no aumento das pessoas em uso contínuo de serviços de saúde e por consequência o aumento da necessidade de cuidados multiprofissionais. Tendo em vista que a APS deve ser preferencialmente a porta de entrada do sistema de saúde, de modo a responder a maior parte das necessidades de saúde de forma sistêmica, é impossível desconsiderar o aumento dessas doenças e a necessidade de um olhar ampliado sobre a DC em conformidade com evidências e os indicadores que temos. Por ser a DC um fenômeno biopsicossocial e não puramente biológico, os profissionais de saúde na APS devem estar aptos a considerar uma abordagem multidisciplinar e colaborativa para o gerenciamento tratamento da dor crônica (5).
O programa educacional proposto, além de valorizar os aspectos contextuais regionais, deverá ser capaz de empoderar os profissionais de saúde a desenvolver o conhecimento e as habilidades para trabalhar em equipes interdisciplinares para lidar com pacientes com condições complexas de dor. Os profissionais de saúde trabalharão em comunidades de prática para desenvolver planos de avaliação e tratamento, com base em formulações diagnósticas e terapêuticas abrangentes.
Objetivo Geral
Formar profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) para identificar, manejar e controlar a Dor e Síndromes Dolorosas que acometem usuários atendidos na APS.
Objetivos específicos
– Construir um novo modelo assistencial centrado no cuidado às pessoas com dores crônicas, considerando vários aspectos da dor (social, espiritual, emocional e física);
– Melhorar a qualidade de atenção à saúde aos pacientes e familiares que sofrem com dores crônicas, ampliando a assistência e continuidade do cuidado, gerando boas práticas da APS junto à comunidade;
– Promover o cuidado da pessoa com dor crônica com enfoque interdisciplinar, no intuito de ampliar o conhecimento e gerar um trabalho colaborativo e articulado entre os profissionais.
– Desenvolver uma metodologia de pesquisa para abordagem da população que sofre com dores crônicas no âmbito da Atenção Primária à Saúde.
– Oportunizar estratégias de manejo não farmacológico para situações diversas no controle da Dor Crônica
– Sensibilizar profissionais que atuam na APS sobre a importância do controle e manejo da Dor nos pacientes em Cuidados Paliativos
Módulos:
- Módulo 1. A natureza multidimensional da dor
- Módulo 2: Neuroanatomia e Neurofisiologia da dor
- Módulo 3: Avaliação e mensuração da dor e seus efeitos
- Módulo 4: Principais síndromes dolorosas
- Módulo 5: Manejo farmacológico da dor crônica
- Módulo 6: Manejo não farmacológico da dor crônica
- Módulo 7. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde